Sustentabilidade no Setor MICE Brasileiro: O que os Organizadores de Eventos Devem Exigir em 2026

Foto: Irlen Menezes / Blumar DMC
Foto: Irlen Menezes / Blumar DMC

A sustentabilidade deixou de ser um diferencial desejável para se tornar um requisito essencial no setor de MICE. Hoje, clientes corporativos chegam com parâmetros ambientais em seus briefings e esperam compromissos concretos e mensuráveis, em vez de declarações vagas. Para planejadores que levam eventos ao Brasil, saber o que exigir de espaços, fornecedores e parceiros locais é fundamental, tanto para atender às expectativas dos clientes quanto para entregar programas verdadeiramente responsáveis.

Este guia explica os padrões e estruturas de sustentabilidade relevantes em 2026, como medir a pegada de um evento, quais perguntas específicas fazer aos fornecedores e de que forma o contexto natural e cultural do Brasil molda programas responsáveis. Ele foi elaborado para planejadores de eventos, equipes corporativas e agências que precisam entregar programas MICE sustentáveis no Brasil.

Por que a Sustentabilidade Agora é uma Exigência, e Não uma Opção

As expectativas em relação à sustentabilidade de eventos tornaram-se muito mais rigorosas. Cada vez mais, clientes corporativos buscam experiências alinhadas a referências globais de sustentabilidade, e compromissos ambientais mensuráveis passaram a fazer parte do briefing desde o início, em vez de serem considerados apenas posteriormente. Essa mudança é impulsionada pelos compromissos corporativos de ESG (Ambiental, Social e Governança), pelas expectativas dos participantes e pelo amadurecimento dos padrões do setor, que hoje permitem comparar e verificar resultados de forma objetiva.

A consequência prática para os organizadores é clara: alegações de sustentabilidade precisam ser sustentadas por dados. Uma das orientações mais úteis do setor é bastante simples: não basta perguntar se um local de eventos ou hotel possui uma certificação ambiental; solicite o relatório de sustentabilidade mais recente. Dados reais de consumo — como energia por apartamento ocupado por noite, consumo de água por hóspede e taxas de desvio de resíduos de aterros sanitários — fornecem informações muito mais relevantes do que qualquer selo ou logotipo.

Os Padrões e Estruturas que Realmente Importam

Foto: Divulgação / riocentro.com.br
Foto: Divulgação / riocentro.com.br

Um organizador que trabalha com um programa de sustentabilidade sério deve estar familiarizado com os principais padrões e estruturas que estão moldando o setor. Entre os mais relevantes estão:

  • Net Zero Carbon Events: iniciativa global do setor de eventos lançada durante a COP26, que reúne organizações da indústria em torno da redução das emissões de gases de efeito estufa. O objetivo é alcançar emissões líquidas zero até 2050, com uma redução de 50% das emissões até 2030. As organizações signatárias assumem o compromisso de publicar seu próprio plano de transição rumo ao carbono neutro.
  • ISO 20121: norma internacional para sistemas de gestão da sustentabilidade em eventos. Sua adoção demonstra que uma organização possui processos formais para identificar, monitorar e gerenciar os impactos ambientais, sociais e econômicos de seus eventos.
  • GDS-Index (Global Destination Sustainability Index): índice global que avalia e compara destinos com base em critérios como infraestrutura, uso de energias renováveis, desempenho em sustentabilidade e políticas de gestão responsável. É uma ferramenta valiosa para compreender as credenciais de sustentabilidade de um destino de forma mais ampla.
  • Certificações ambientais para hotéis e espaços de eventos: incluem padrões como a ISO 14001, voltada à gestão ambiental, além de diversos selos ecológicos reconhecidos internacionalmente. Essas certificações indicam que o empreendimento atende a critérios definidos relacionados à eficiência energética, gestão da água, redução de resíduos e preservação da biodiversidade.

Conhecer essas estruturas permite que o planejador faça perguntas específicas e avalie as respostas com base em referências reconhecidas internacionalmente, em vez de depender apenas de discursos de marketing ou alegações genéricas de sustentabilidade.

Medindo a Pegada de Carbono de um Evento

A mensuração é a base de qualquer iniciativa de sustentabilidade que pretenda ser realmente confiável. A pegada de carbono de um evento é influenciada principalmente por alguns fatores-chave, e compreendê-los ajuda a direcionar os esforços de redução para onde eles geram maior impacto.

O deslocamento dos participantes — especialmente as viagens aéreas — costuma ser o maior responsável pelas emissões de um evento. Em seguida, destacam-se o consumo de energia do local, os serviços de alimentação e bebidas (catering) e a produção de materiais utilizados durante o evento. Existem calculadoras especializadas de carbono capazes de estimar a pegada total do evento em todas essas categorias, permitindo que os organizadores projetem impactos antes da realização e monitorem os resultados posteriormente.

O princípio orientador adotado pelo setor é claro e amplamente aceito: primeiro reduzir, depois compensar. Reduções reais de emissões, obtidas por meio de decisões relacionadas ao formato do evento, aos deslocamentos, à escolha do local e às opções de alimentação, devem sempre ter prioridade sobre a compensação de carbono. Quando a compensação for utilizada, ela deve ser realizada por meio de fornecedores confiáveis e de projetos devidamente certificados e verificados.

Além do Carbono: Responsabilidade Social e Legado

A sustentabilidade em eventos vai muito além das emissões de carbono. Os principais padrões e estruturas do setor estão cada vez mais organizados em torno de diversos pilares, incluindo ação climática, economia circular, responsabilidade social, legado e impacto. No caso do Brasil, os aspectos relacionados à responsabilidade social e ao legado representam um diferencial especialmente relevante.

Programas responsáveis realizados no Brasil podem incorporar experiências baseadas na comunidade, gerando benefícios econômicos diretos para populações locais; priorizar a compra de alimentos, brindes e produtos de origem regional, reduzindo os impactos associados ao transporte e fortalecendo produtores locais; e promover uma interação cultural autêntica, que respeite e valorize o destino anfitrião.

Essas escolhas estão naturalmente alinhadas à crescente demanda por experiências genuínas e imersivas, nas quais os participantes se conectam de forma mais profunda com a cultura local. Como resultado, a opção mais sustentável frequentemente também é a mais marcante, enriquecedora e memorável para os participantes.

As Perguntas a Fazer a Fornecedores e Espaços

Transformar a intenção de sustentabilidade em realidade depende de fazer as perguntas certas e avaliar as respostas de forma crítica. As principais perguntas incluem:

  • Você pode fornecer seu relatório de sustentabilidade mais recente, com dados reais de consumo, e não apenas logotipos de certificações?
  • Quais certificações ou normas reconhecidas vocês possuem e quando foi realizada a última auditoria?
  • Como vocês medem e reportam o impacto ambiental de um evento realizado em suas instalações?
  • Qual é a abordagem de vocês para redução de resíduos, fornecimento de energia e uso da água?
  • Como vocês apoiam as comunidades locais e fazem compras de fornecedores locais?
  • Que compromissos específicos e mensuráveis vocês podem assumir para o meu evento?

Respostas específicas e fundamentadas em dados indicam um compromisso genuíno. Respostas vagas ou puramente promocionais são um sinal de que é preciso analisar com mais atenção.

Como o Brasil Apoia Programas MICE Sustentáveis

Foto: Guilherme Ferreira / Blumar DMC
Foto: Guilherme Ferreira / Blumar DMC

O patrimônio natural do Brasil confere ao país uma posição diferenciada no desenvolvimento de eventos sustentáveis. Seus ecossistemas, que vão da Amazônia à Mata Atlântica e além, fazem com que a conservação ambiental e o turismo responsável sejam partes concretas da experiência, e não apenas compromissos abstratos. Os programas podem ser estruturados em torno de um contato genuíno com a natureza e com as comunidades locais, de forma a fortalecer o valor ambiental e social das iniciativas.

No entanto, transformar esse potencial em resultados concretos depende de um parceiro local que conheça quais espaços e fornecedores possuem credenciais realmente confiáveis, seja capaz de desenvolver ações comunitárias e de conservação autênticas — e não meramente superficiais — e consiga criar um programa que atenda aos indicadores e metas do cliente, ao mesmo tempo em que oferece a riqueza de experiências pela qual o Brasil é reconhecido.

O destino oferece a matéria-prima; a expertise local é o que a transforma em um programa sustentável, responsável e verdadeiramente relevante.

Por Que um DMC Local É Fundamental para Eventos Sustentáveis

Uma empresa de gestão de destinos (DMC – Destination Management Company) desempenha um papel fundamental na realização de eventos sustentáveis, pois é responsável por decisões que determinam diretamente o impacto do evento: a escolha de locais e hotéis, a organização do transporte, a seleção de fornecedores para catering e brindes, além das experiências incluídas na programação. Um parceiro local com conhecimento sólido em sustentabilidade pode orientar cada uma dessas decisões para resultados confiáveis e mensuráveis.

O valor de uma operação local consolidada é especialmente evidente nesse contexto. Trata-se do conhecimento sobre quais fornecedores possuem credenciais genuínas e quais dependem apenas de argumentos de marketing, dos relacionamentos estabelecidos com parceiros comunitários e de conservação ambiental e da capacidade de desenvolver um programa que reduza os impactos na origem, em vez de depender exclusivamente de compensações posteriores.

Para um organizador responsável por atender aos padrões de sustentabilidade de um cliente, essa expertise local é o que transforma compromissos e metas em resultados concretos e viáveis.

Depoimentos de Quem Viveu a Experiência

Blumar Turismo: Certificada pelo Reclame Aqui

Na Blumar Turismo, nos orgulhamos de oferecer um serviço de excelência. Somos certificados pelo Reclame Aqui e não recebemos nenhuma reclamação nos últimos 12 meses.

Nosso compromisso é com a total satisfação do cliente. Garantimos experiências de viagem únicas e memoráveis, cuidando de cada detalhe, desde a escolha dos melhores destinos e hotéis até a personalização de roteiros. Nossa equipe está dedicada a atender todas as suas necessidades com máxima atenção e profissionalismo.

FAQ - Sustentabilidade no Setor MICE Brasileiro

Foto: Guilherme Ferreira / Blumar DMC
Foto: Guilherme Ferreira / Blumar DMC

Os frameworks mais relevantes incluem o Net Zero Carbon Events, iniciativa do setor que busca atingir emissões líquidas zero até 2050 e reduzir as emissões em 50% até 2030; a ISO 20121, norma internacional para gestão sustentável de eventos; o GDS-Index, utilizado para o benchmarking de destinos; e certificações reconhecidas de sustentabilidade para hotéis e espaços de eventos, como a ISO 14001.

O deslocamento dos participantes, especialmente por meio de viagens aéreas, costuma ser o principal responsável pela pegada de carbono de um evento. Em seguida vêm o consumo de energia do local, a alimentação e os materiais utilizados. Concentrar os esforços de redução nas viagens e nas escolhas relacionadas ao formato do evento tende a gerar o maior impacto.

Em vez de se basear apenas em selos e certificações, solicite o relatório de sustentabilidade mais recente do local, contendo dados reais de consumo, como energia por pernoite, consumo de água por hóspede e taxas de desvio de resíduos de aterros. Dados concretos de desempenho são muito mais informativos do que uma certificação isolada.

Não. No Brasil, em particular, escolhas sustentáveis, como experiências baseadas na comunidade local e o fornecimento de produtos e serviços de origem regional, costumam estar alinhadas à crescente busca por imersão cultural autêntica. Isso significa que a opção mais responsável frequentemente também é a mais memorável e diferenciada.

Uma DMC (Destination Management Company) influencia diretamente as decisões que determinam o impacto de um evento, incluindo a seleção de locais e hotéis, transporte, fornecedores e experiências oferecidas. Um parceiro local com conhecimento sólido em sustentabilidade pode direcionar essas escolhas para resultados mensuráveis e identificar quais fornecedores realmente possuem credenciais confiáveis na área.

Blumar Turismo

Com uma trajetória consolidada de mais de 30 anos no setor de turismo, a Blumar Turismo se estabeleceu como líder graças ao seu compromisso contínuo com a qualidade e satisfação do cliente. Nossa experiência traduz-se em viagens que vão além da expectativa. Nosso Legado: 1. Expertise e Excelência: Com três décadas de dedicação, aprofundamos nossa expertise para oferecer serviços de viagem personalizados e de alto padrão. Cada viagem, seja econômica ou de luxo, é meticulosamente projetada para garantir experiências notáveis. 2. Vanguarda em Inovação e Tecnologia: Nossa missão é sempre liderar, incorporando as soluções mais avançadas em produtos e tecnologias. A inovação é intrínseca à Blumar, permitindo-nos aprimorar constantemente a experiência de viagem de nossos clientes. 3. Nossa Equipe, Nosso Diferencial: O verdadeiro motor da Blumar Turismo é nossa equipe de profissionais. Com paixão e dedicação, eles garantem que cada itinerário se transforme em uma experiência única e memorável. Seu comprometimento é o que nos faz ganhar a confiança de nossos clientes repetidamente. Na Blumar, não se trata apenas de vender pacotes de viagem, mas de projetar experiências. Nossos roteiros prometem criar memórias duradouras, proporcionando viagens ricas em descobertas e emoções. Cremos que viajar é uma forma de enriquecimento pessoal, explorando novas perspectivas e redefinindo-se a cada novo destino. Explore o mundo com a Blumar Turismo e torne sua jornada verdadeiramente extraordinária.

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